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Mostrando postagens com o rótulo História da Arqueologia

Publicações (32)

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Foi ontem publicado o livro de Homenagem ao Professor Doutor Victor S. Gonçalves.
Esta obra, que conta com o contributo de inúmeros colegas e ex-alunos, para além de constituir uma justa homenagem ao Catedrático de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, será também uma obra de referência fundamental para a Arqueologia portuguesa.
Pela minha parte, foi uma honra tê-lo como Professor, Orientador e Amigo, nos últimos 28 anos.


Alcalar (Portimão)

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Visita de estudo dos alunos do 2º Ciclo de Arqueologia e Ambiente, da Universidade de Évora, ao monumento megalítico de Alcalar, em Portimão. Trata-se do único monumento que temos a Sul do Tejo reabilitado e com um Centro Interpretativo....

De volta...

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À terra mãe.


























Anta Capela de S. Dionisio (Pavia, Mora)

Sepultura de Cão no Concheiro de Poças de S. Bento

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Foi apresentada no dia 9 de Julho, no Museu Nacional de Arqueologia, uma conferência sobre a sepultura de cão encontrada no concheiro mesolítico das Poças de S. Bento (Alcácer do Sal). Esta descoberta surgiu no âmbito dos trabalhos arqueológicos que se encontram a decorrer nos concheiros do Sado, sob a coordenação cientifica dos Profs. Mariana Diniz (FLL) e Pablo Arias Cabal (Univ. Cantábria) e que engloba uma vasta equipa de investigadores e instituições, incluindo a Universidade de Évora.



















No Primeiro Jornal da Sic
partir do minuto 12:58
http://sicnoticias.sapo.pt/programas/primeirojornal/2012/07/13/edicao-de-13-07-2012-2-parte

Territórios Megalíticos: Arraiolos - 3ª dos Testos/ Zambujeiro1

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A anta 3ª dos Testos, integra o conjunto de monumentos intervencionado pelo Prof. Manuel Heleno, no concelho de Arraiolos.  Escavada entre 27 de Março e 3 de Junho de 1939, forneceu um espólio não muito abundante (cerca de uma centena de peças - cerâmica, pedra polida, pedra lascada, placas de xisto e contas de colar) atendendo às suas dimensões. Por não se terem na altura publicado os trabalhos então realizados, este monumento foi denominado pelo casal Leisner e pela bibliografia posteriormente publicada, como Zambujeiro 1.

Territórios Megalíticos - Arraiolos: Anta dos Soldos

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Monumento intervencionado pelo Prof. Manuel Heleno, em 1933, não se tendo, aparentemente, recolhido qualquer espólio. No entanto, ao contrário de muitos outros monumentos por ele escavados, as indicações sobre a sua localização são muito vagas. O monumento relocalizado em 2002 na Herdade dos Soldos (Rocha, 2005) poderá corresponder à anta 1ª do Monte dos Soldos, mas existem diferenças a nível da descrição da planta - este possuí corredor.
Esta situação deverá ser de novo revista para se tentar esclarecer esta problemática...


Territórios Megalíticos - Mora: Bibliografia

ALMEIDA, A: SILVA, A; LOURENÇO, M. (1979) – Relatório preliminar de actividades arqueológicas desenvolvidas em Pavia – Cabeção, entre Dezembro de 1978 e Abril de 1979. Núcleo de Arqueologia do Liceu D. Pedro V. Lisboa: NUAR.
ALMEIDA, F. de (1971) – Vergílio Correia. Congresso Nacional de Arqueologia. Coimbra, 1970. Coimbra: Junta Nacional de Educação.
ALVIM, P. (2004) – Recintos megalíticos da região da serra de Monfurado e os «Cabeços do Meio-Mundo»: monumentos, paisagem e cultura no Neolítico alentejano. In CALADO, M. (ed) – Sinais de Pedra. Actas do I Colóquio Internacional sobre Megalitismo e Arte Rupestre. Évora: Fundação Eugénio de Almeida.
AZEVEDO, P. (1896) – Extractos Archeologicos das "Memorias Parochiaes de 1758". Archeologo Português Lisboa: [s.n.]. II, p. 137.
AZEVEDO, P.A. (1899 - 1900) – Extractos Archeologicos das "Memórias Parochiaes de 1758". Archeologo Português Lisboa: [s.n.]. V, p. 29.
CALADO, M. (1993b) – Menires, alinhamentos e cromelechs. In MEDI…

Vergilio Correia e o Megalitismo Alentejano (2)

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“El Neolítico de Pavia”

Em 1921, Vergílio Correia publicou, em Espanha, uma monografia sobre os trabalhos de campo que desenvolveu na área de Pavia entre 1914 e 1918. Nela aborda os aspectos relativos ao megalitismo funerário e aos sítios de habitat com ele relacionados; inclui também alguma informação sobre realidades arqueológicas mal conhecidas que o autor considera como eventuais lugares sagrados. Assim, a sua investigação nesta área pretendia englobar todos os tipos de vestígios arqueológicos deste período como refere na seguinte passagem:
" (.../...) Surgió, pues, naturalmente la división del estudio del Neolítico de la región de Pavia en tres partes muy claras y muy sencillas: lugares de habitación, lugares de sepultura y lugares de religión." (Correia, 1921: 10)
Os locais "de culto" correspondem, nesta perspectiva, aos recintos formados por blocos graníticos e os abrigos naturais ou ainda rochas, cuja erosão provocou formas mais ou menos sugestivas. Complet…

Vergilio Correia e o Megalitismo Alentejano (1)

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Circunstancias fortuitas, aunque felices, hicieram que yo escogiese Pavia como punto de partida de exploraciones. El acaso de una conversación con un amigo, la noticia de la existencia de una anta transformada en capilla, y la seguridad de que la región había sido poco explorada (...)”
Correia, 1921: 25


Vergílio Correia (1888-1944)
A arqueologia em Portugal no primeiro quartel do séc. XX, como seria de esperar, foi fortemente influenciada pelo clima de agitação política, social, económica e cultural traduzindo um exacerbamento dos nacionalismos, com um reflexo directo na "procura das origens". Nesta perspectiva, surgiu o conceito de raça e a ideia de que a nacionalidade era algo de biológico, (como se houvesse um tipo físico próprio de cada nação), ideia que se encontra patente em algumas das obras de Vergílio Correia Pinto da Fonseca.
Este investigador nasceu na Régua e veio a concluir o curso de Direito na Universidade de Coimbra (1906-1911), onde se doutorou em Letras, em 1…

Territórios megalíticos - Montemor-o-Novo: 14ª do Deserto

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Pequena sepultura, de sete esteios e planta ovalada, intervencionada por Manuel Heleno em Fevereiro e Maio de 1938. Localiza-se na herdade do Deserto (Montemor-o-Novo). Forneceu um espólio relativamente escasso - 1 cerâmica decorada, 5 geométricos, 1 raspadeira e 1 lamela - mas que se enquadra dentro do que é expectável encontrar neste tipo de pequenos monumentos. Bibliografia: Rocha, 2005

Territórios Megalíticos: Mora - Anta 4 da Cabeceira

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Anta muito destruída, com os esteios todos tombados e um com uma fiada de covinhas. Foi intervencionada por Manuel Heleno em Setembro/Outubro de 1937. Forneceu escassos materiais arqueológicos (1 geométrico e 1 lamela) e alguns ossos. Foram realizadas 2 datações de C14 (Rocha, 2005; Rocha e Duarte, 2009: 771) Beta 196094 – BP: 4780±40; Cal BC, 2 σ: 3650-3510.
Wk 17084 - BP: 4759±40; Cal BC, 2 σ: 3640-3490.

Territórios Megalíticos: Mora - Anta 1 da Cabeceira

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Escavada por Manuel Heleno em Setembro e Outubro de 1937 (Rocha, 2005).
Localização: Fica situada na herdade das Águias, cerca de 300 m a Norte do Monte da Cabeceira.

Arquitectura: Anta com câmara de oito esteios (sete in situ e um caído), chapéu e corredor com cinco esteios de cada lado e três tampas. Apresentava mamoa com 1m de altura.

Apesar da dimensão não forneceu espólio significativo,


Territórios Megalíticos - Évora: Anta Grande do Zambujeiro

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A intervenção do MAEDS (1985-87) na Anta Grande do Zambujeiro foi agora publicada por Joaquina Soares e Carlos Tavares da Silva, na Revista MUSA. Apresenta-se pela primeira vez a arquitectura deste monumento com base nos levantamentos fotogramétricos, as quatro sondagens realizadas (câmara, corredor e nas duas estelas existentes no exterior) e alguns dos materiais recolhidos.





















Bibliografia:
SOARES, J; SILVA, C. T. (2010) - Anta Grande do Zambujeiro - arquitectura e poder. Intervenção arqueoloógica do MAEDS, 1985-87. MUSA. 3. Setúbal: FIDS&MAEDS, p. 83-129.

Publicações XX

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Título: As placas de xisto gravadas (e os báculos) do sítio do Monte da Barca (Coruche)

Colecção: Cadernos da UNIARQ 7
Autor: Victor S. Gonçalves
Ano: 2011

Territórios Megalíticos: Reguengos de Monsaraz - ALGUMA BIBLIOGRAFIA

Aldana, P. (2000) - “Un modelo de gestión patrimonial para el sitio prehistórico de “Os Perdigões” (Reguengos de Monsaraz)”, ERA Arqueologia, 2, Lisboa, ERA Arqueologia/Ed. Colibri, p.180-188.
Cabaço, N. (2010) - "Restos faunísticos em contextos do Neolítico Final do Sector Q do recinto dos Perdigões (Reguengos de Monsaraz)", Apontamentos de Arqueologia e Património, 5, Lisboa, NIA-ERA Arqueologia, p.43-48.
Cabaço, N. (2009) - “Restos faunísticos em contexto funerário nos Perdigões, Reguengos de Monsaraz (Sepulcros 1 e 2), Dissertação de mestrado apresentada no Instituto Politécnico de Tomar (Master Erasmus Mundus em Quaternário e Pré-História).
Coelho, M. (2008) - “A fauna malacológica proveniente do Sector I do recinto calcolítico dos Perdigões”, Apontamentos de Arqueologia e Património, 3, Lisboa, NIA-ERA, p.35-40.
Costa, C. (2010) - "Os restos faunísticos de animais vertebrados do Sector I dos Perdigões (fossas e fossos 3 e 4)", Apontamentos de Arqueologia e Pat…

Territórios Megalíticos: Reguengos de Monsaraz - Anta 1 do Passo

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A anta 1 do Passo insere-se num conjunto de 7 monumentos megalíticos funerários localizados na Herdade do Passo, identificados pelo casal Leisner (Leisner e Leisner, 1951).
Trata-se de um monumento de grandes dimensões, com câmara de 7 esteios e 3,80m x 4m de diâmetro.
O corredor apresentava um comprimento de 3,70m formado por dois esteios de cada lado, um de grandes dimensões e outro mais pequeno. Encontrava-se totalmente coberto e com 3 tampas in situ.
Este monumento foi parcialmente escavado pelo casal Leisner. De facto, uma parte do corredor e da câmara ficaram por escavar devido "à laje sobranceira à entrada, que ameaçava ruir e cair para dentro" (Leisner e Leisner, 1951: 264). Da escavação realizada foi ainda possível aferir que "o recheio da anta já havia sido remexido" (Idem: Ibidem).
Apesar disso, integra o conjunto de monumentos que forneceu um maior conjunto artefactual, desta área, composto por cerâmicas, pedra polida, pedra lascada, adorno, sagrado e r…

Territórios Megalíticos: Reguengos de Monsaraz - Olival da Pega 2

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A anta 2 do Olival da Pega encontra-se a cerca de 300m da anta 1, e foi registada pelo casal Leisner (Leisner e Leisner, 1951). À data apenas era visível a grande câmara (3,40m X 4m de diâmetro), com o chapéu in situ. Do corredor, não havia grandes evidências "talvez ainda existam restos por baixo do tumulus...", referem. (p.252). Anotam, ainda, a presença de lajes de xisto espalhadas pela superfície de tumulus.













Este monumento, que não escavam por considerarem que "...em face dos suportes fracos do chapéu, não se partindo este, teria sido demasiado perigosa" e também por não quererem destruír "um dos mais belos monumentos do concelho" (p. 252) viria a revelar-se, décadas mais tarde, como um dos mais importantes monumentos megalíticos do concelho de Reguengos de Monsaraz, escavados no séc. XX. De facto, no início da década de 90, Victor Gonçalves, no âmbito de um projecto de investigação que visava proceder a uma reavaliação do megalitismo desta área, inicía …