quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Publicações XII




















Título:
O. Da Veiga Ferreira, homenagem ao Homem, ao Arqueólogo e ao Professor
Coordenação: João Luís Cardoso
Publicação: Câmara Municipal de Oeiras. 2008
Uma obra de referência para a História da Arqueologia em Portugal, com informação sobre a vida e a obra de O. da Veiga Ferreira.
Apresenta fotografias e plantas de sítios emblemáticos da arqueologia portuguesa como os concheiros da Moita do Sebastião e Cabeço da Arruda, recinto megalítico de Vale d`El Rei, as antas do Chão Frio 1 e 2, Antelas, Gruta das Salemas, Poço Velho, Lapa da Rainha, Lapa do Bugio, Tholos da Praia das Maçãs e do Monte Velho, Roça do Casal do Meio, entre muitos outros.
Conta ainda com textos de vários investigadores nacionais e estrangeiros.
"O precioso acervo, que agora se publica, constitui, por outro lado, importante fonte documental para o conhecimento dos condicionalismos que imperaram sobre a prática arqueológica em Portugal nas décadas de 1940 a 1960, e seus principais protagonistas, tanto a nível individual como institucional." J.L.Cardoso, p. 383.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Dolmen de Montelirio (Sevilha)
















O Dolmen de Monterlirio foi declarado Bem de Interesse Cultural, em Castilleja de Guzmán (Sevilla).
Nas escavações recentemente realizadas pelo arqueólogo Vicente Aycart, foram recolhidas cerca de 17 figuras zoomorfas, objectos em marfim (bolotas), milhares de contas de colar (algumas de âmbar), para além de pontas de seta e outros artefactos.
A 1ª câmara, escavada em 2007, continha restos osteológicos de 10 mulheres, com idades compreendidas entre os 16 e os 35 anos. As 2 datações realizadas, por C14, apontam para datas entre 2900 e 2800 a.C.
A 2ª câmara, escavada este ano, apresenta apenas um enterramento, daquilo que consideram ser, o chefe, ou alguma figura de relevo. Junto a este enterramento foram recolhidas 10 figuras zoomorfas (porcos e uma de ave) e figuras de bolotas, em marfim.
No corredor, foram já identificados dois altares, com pontas de seta e cinzas.
Este local encontra-se dentro da área urbana da localidade e, para o local, estava projectado um grande centro comercial. Face à importância dos achados arqueológicos o projecto foi suspenso e a área será declarada reserva arqueológica, prevendo-se também a construção de um Centro Interpretativo.
Leonardo García Sanjuán, professor da Universidad de Sevilla, classificou "... el dolmen de Montelirio como "una catedral de la prehistoria" que permite conocer mejor la sociedad del tercer milenio antes de Cristo. El dolmen consta de un corredor y una cámara circular con depósitos para las personas muertas. "El dolmen de Montelirio es para las religiones prehistóricas el equivalente de lo que eran las catedrales para la religión medieval. Es un templo de rango arquitectónico, cultural y simbólico análogo a lo que es la catedral de Sevilla para el cristianismo", comentó García Sanjuán.
"Los dólmenes son lugares de conmemoración funeraria y de culto a los antepasados, que en estas sociedades tenían una importancia enorme. En los dólmenes se practicaban enterramientos, eran lugares de conmemoración y podían ser incluso lugares de peregrinaje".

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Anta da Ordem (Avis)













Desenho dos finais do séc XIX.
in: O Archeologo Português, nº1. (1895)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Anta de Santiago Maior (Alandroal)






































































































































A anta de Santiago Maior era conhecida na bibliografia desde 1959, altura em que é publicada pelo casal Leisner (Leisner e Leisner, 1959:167). Nesta altura é referida a existência de cinco esteios in situ na câmara (faltando-lhe dois esteios) e, o corredor apresentaria um comprimento de 5 m. Para além destes dados, os Leisner referem ainda a existência de materiais provenientes deste monumento, depositados no Museu Nacional de Arqueologia, considerando que poderiam ter sido levados por Leite de Vasconcelos.
A informação fornecida é muito sucinta e ambígua não sendo claro se teriam procedido a uma intervenção neste monumento, realçando apenas que havia sido violada.
Posteriormente, aquando da elaboração da Carta Arqueológica do Alandroal, Manuel Calado considera que o monumento se encontra totalmente destruído “o monumento, escavado e fotografado pelos Leisner, foi posteriormente violado até à destruição total por um pesquisador de tesouros. Hoje, resta uma cratera com cerca de 3 m de altura e 10 m de diâmetro” (Calado, 1993: 119); nesta altura era visível apenas um esteio deslocado.
Em 2005, as movimentações de terras para construção de uma moradia, puseram a descoberto cinco esteios na área do corredor e o topo dos esteios da câmara.
Em 2005 e 2006, foram realizadas escavações no local (por Leonor Rocha) que permitiram recuperar a planta do monumento e algum espólio, descontextualizado.