A propósito da paisagem na área da Ribeira do Lavre, uma das mais destruídas pelas culturas intensivas de regadio - que conduziram a grandes despedregas e destruições de monumentos megalíticos - refere Manuel Heleno, num dos seus Cadernos de Campo:

"O Vale das Antas, assim chamado pela existência de duas antas no mesmo, fica na margem direita da ribeira do Lavre, próximo do regato do Poço do Pires.
O vale tem uma certa aspereza. Blocos de granito espalhados a esmo, rompendo com frequência no ondulado do terreno.
A paisagem monotona e triste pelo aspecto que lhe dão as azinheiras, debaixo das quais se semeia de ano em ano verdes trigais.
No mato estamos em flor, rosmaninho perfumado, sargaços, medronheiros, murtinheiras, aroreiras"

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