domingo, 31 de outubro de 2010

Antas da Herdade de Prates (Arraiolos)

Do conjunto das 6 antas da Herdade de Prates, em Arraiolos, registadas pelos Leisner (Leisner, 1959) subsistem apenas 3.
Destas, apenas uma conserva a câmara intacta, com o chapéu in situ, as outras duas já se encontram parcialmente destruídas.

Anta da Herdade de Prates 3













Anta da Herdade de Prates 5













Anta da Herdade de Prates 6

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Antas de Vale de Gato (Coruche)

As duas antas de Vale de Gato encontram-se a cerca de 100m uma da outra, na herdade com o mesmo nome, perto do Ciborro. Trata-se de dois monumentos de grande dimensão, escavadas pelo Prof. Manuel Heleno, em 1931. A intervenção destes monumentos parece ter sido particularmente difícil devido à elevada compacticidade da terra. 
Manuel Heleno parece ter efectuado aqui uma escavação mais minuciosa, referindo não só a intervenção dia a dia, como também alguns pormenores relativos à arquitectura, à posição estratigráfica dos materiais e dos ossos.
No espólio, para além da descrição que faz de cada objecto no Caderno de Campo, vai referindo a sua posição estratigráfica e as eventuais correlações com os restantes. Estes monumentos forneceram alguns artefactos bastante interessantes, como o que se apresenta na foto, proveniente da anta Sul de Vale de Gato.


 

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Meso 2010

Um Congresso com um programa intenso...tanto a nível das comunicações, como das visitas realizadas.







 






sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Valencina Pré-histórica

A página web "Valencina Prehistórica" foi concebida para a celebração dos 150 anos da identificação do dolmen de La Pastora.

Informações sobre este monumento, outros sítios arqueológicos da área e sobre o congresso Valencina Prehistórica", que se realiza nos próximos dias 9 a 12 de Novembro, podem ser vistos em:

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O Túmulo de El Castillejo (Toledo)

Uma excelente reconstituição do sítio na vertente científica e didáctica...
http://www.arqueologiaprehistorica.es/elcastillejo.html

sábado, 16 de outubro de 2010

Os neolíticos e os romanos (ou os romanos e os neolíticos?)

Em algumas áreas do Alentejo esta associação é um fenómeno recorrente...
São os sítios romanos por cima dos povoados neolíticos.
São os menires reutilizados (ou amputados) pelos romanos.
São as antas violadas pelos romanos.
São os sítios romanos implantados na mesma área das antas...

Um fenómeno que deveria ser melhor caracterizado e cartografado...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Os dados escondidos nos Museus...

Mais um exemplo de dados antigos, guardados num Museu, por estudar, e com informações importantes para a compreensão dos contextos funerários.

http://www.ladepeche.fr/article/2010/09/30/917350-Museum-de-Toulouse-autopsie-d-un-meurtre-vieux-de-7000-ans.html

domingo, 10 de outubro de 2010

As antas escondidas

Pelo Alentejo Central abundam os monumentos megalíticos funerários... mas, nem sempre a sua relocalização é fácil:

Debaixo de maroiços...


Com uma mamoa bem vísivel mas a estrutura pétrea muito destruída...


Escondidas debaixo das silvas...















Perdidas (ou destruídas...) por florestações recentes...

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Contextos funerários dos Iberos (El Cascarujo)

O sítio de El Cascarujo (Alcañiz) não era escavado desde 1930. Os trabalhos agora realizados permitiram identificar cerca de 50 novos túmulos...

domingo, 3 de outubro de 2010

O megalitismo funerário em Portugal: o estado da questão (1)

A evolução do megalitismo funerário tem passado, na maior parte dos casos, pelo estudo de arquitecturas vs espólios, face à inexistência de datações absolutas, sobretudo para as arquitecturas que tenho vindo a considerar como as mais antigas – as pequenas sepulturas protomegalíticas, abertas ou fechadas - (Rocha, 1999; Rocha, 2005).

De Norte a Sul de Portugal, vários têm sido os trabalhos realizados neste tipo de monumentos e que têm vindo a aportar dados que ou atestam, ou parecem contestar, este modelo.

Apesar de ser um tema que poderá nunca vir a ser cabalmente esclarecido (ou talvez seja...com os dados das intervenções que se têm vindo a realizar no Alentejo, uma vez que existem vários monumentos com restos osteológicos preservados), algumas considerações são possiveis, no actual estado dos nossos conhecimentos...

1- Algarve 
Em meados dos anos 50 do século XX, foram intervencionados um conjunto de pequenos monumentos megalíticos funerários, na serra de Monchique. Com espólios antigos, onde predominavam os micrólitos geométricos, estas sepulturas pareciam apontar para a fase mais antiga referida pelo Prof. Manuel Heleno nas suas aulas na Faculdade de Letras de Lisboa, uma vez que não existiam, à data, dados publicados por este investigador.

Mas os arqueólogos que as escavaram, perante a diversidade existente e a aparente miscelânea de espólios vs arquitecturas preferiram manter uma posição mais neutra, não assumindo cronologias para os monumentos com espólios manifestamente mais antigos - os machados de secção arredondada, os geométricos e escassez (ou mesmo ausência nalguns casos) de cerâmicas - nem para os que continham espólios mais tardios, como as placas de xisto e os braçais de arqueiro (Viana et al., 1954).

Apesar de estes dados terem sido revistos, anos mais tarde, pelo Prof. Victor Gonçalves (Gonçalves, 1989), tendo este investigador assumido, de forma cautelosa, que alguns dos monumentos continham espólios mais arcaicos que poderiam remeter para contextos mais antigos, o modelo da evolução do megalitismo no Algarve (e em Portugal) manteve-se em aberto, perante a ausência de datações absolutas.
























Plantas de alguns dos monumentos de Monchique (seg. Ferreira et al., 1954, adaptado).

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Le tumulus de Péré (França)

Monument funeraire fouillé par les archeólogues Roger Joussaume, Luc Laporte et Chris Scarre.
http://www.cnrs.fr/fr/science-direct/video/video2009.html#haut