segunda-feira, 28 de junho de 2010

Mamoa da Alagoa

A Mamoa da Alagoa (Tondela) destaca-se perfeitamente na paisagem, não obstante a vegetação da área.
Foto: G. Branco

sexta-feira, 25 de junho de 2010

A necrópole Ibérica de Cuesta del Parral

Por Emiliano Vega
Jaén
em: El Mundo, sábado 19/06/2010

JAÉN
En la necrópolis de la Cuesta del Parral, en Arjona

"Cráteras áticas, recipientes de cerámica tardía, un carro funerario con adornos en bronce e inscripciones íberas forman parte del rico ajuar hallado en la cámara funeraria del Príncipe Íbero de Arjona, del siglo I a.C., que aporta nuevos datos sobre la pervivencia de la cultura íbera en época romana.
El Centro Andaluz de Arqueología Ibérica (CCAI) de la Universidad de Jaén ha presentado esta semana parte del ajuar encontrado en esa cámara funeraria, después de que se finalizase en abril la campaña de excavación realizada en la necrópolis de la Cuesta del Parral, en la localidad jiennense de Arjona.
Alrededor de la cámara funeraria, de mampostería con grandes sillares, planta rectangular y estuvo semienterrada, se encuentran casi una treintena de tumbas separadas por la llamada zona de "respeto", según ha explicado el arqueólogo, Francisco Gómez.

Un ritual de libación
Además se ha hallado una zona donde se realizaban los ritos funerarios y la cremación de los cuerpos, entre lo que se ha documentado un ritual de libación (ceremonia religiosa que consistía en derramar vino u otro licor después de probarlo), que pone de manifiesto, que a pesar de la presencia romana, eran íberos y pensaban como íberos, según el director del CCAI, Arturo Ruiz.
Al interior de la cámara funeraria se llegaba a través de unos escalones y enfrente se construyó una repisa sobre el suelo enlosado y dos nichos en un lateral a modo de cajas.
Aunque lo más importante, además de la edificación de la cámara es el ajuar encontrado dentro de ella, todo revuelto, ya que fue profanada en una época reciente a su construcción, y que "caracteriza la riqueza propia de un príncipe y su familia", según Ruiz.

Inscripción en escritura íbera
Otro de los hallazgos más sorprendentes es el de la inscripción en escritura íbera meridional, en una tapadera de una urna de plomo en la que aparece el que podría ser el nombre incompleto del Príncipe allí enterrado junto a su familia: ...ILTIR hijo de EKATERUTU, siendo ésta la primera vez que se documenta el nombre de un íbero.
Del conjunto de materiales encontrados destacan siete cráteras áticas (vasijas de gran capacidad para el vino o el agua) de figuras rojas del siglo V antes de Cristo, una de ellas con algo excepcional, una escena dedicada a temas de mujer.
Las cráteras conviven con un ánfora Dréssel, los restos de un gran vaso de vidrio, una espada corta, más de 148 tabas (huesos para juegos o apuestas) y un importante número de cerámica ibérica campanicense pintada.

http://www.elmundo.es/elmundo/2010/06/18/andalucia/1276854730.html

terça-feira, 22 de junho de 2010

Anta da Pedra Branca (Melides)

A Anta da Pedra Branca localiza-se nas imediações de Melides e encontra-se sinalizada na estrada nacional.
No entanto...na recta final esta sinaléctica deixa de existir (a foto ilustra a última placa), numa altura em que nos encontramos no meio do campo e sem informantes locais.
Para quem a quiser visitar, a melhor dica é que se localiza a cerca de 50m de um poste de alta tensão, numa lomba alongada que se salienta por apresentar uma pequena vedação.
No local, apesar da abundante vegetação, é possível visualizar o monumento, composto por câmara e corredor e que apresenta a particularidade de 3 dos esteios da câmara (cabeceira + 2 do lado Sul) serem brancos, uma vez que a matéria - prima é o calcário.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Manuel Heleno (II)

Anta B - Anta do Paço 2 (Montemor-o-Novo)
Este monumento começou a ser intervencionado em Abril de 1931, muito provavelmente a partir do dia 15. À semelhança da Anta A, que se localiza a cerca de 100m de distância, teve várias campanhas de escavações, até Março de 1934.
Manuel Heleno apresentou uma descrição bastante exaustiva da arquitectura deste monumento que, aparentemente, apresentava restos de pintura nos esteios da câmara, nomeadamente uma «figura estelizada de um homem».
Em termos de espólio, apesar de ser também muito abundante, não se comparava nem em número nem em qualidade, ao da Anta A.

Bib: Rocha, L. (2005)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Manuel Heleno (I)

Os trabalhos do Prof. Manuel Heleno, em monumentos megalíticos funerários do Alentejo Central, iniciaram-se com a escavação de duas antas, de grandes dimensões: as famosas antas "A" e "B" - Herdade do Paço (Montemor - o Novo).


Anta "A" - anta do Paço (Montemor-o-Novo)

Este monumento megalítico funerário começou a ser intervencionado, por Manuel Heleno, no início de Abril de 1931 (dia 7 ou 8). Teve, no entanto, várias campanhas de escavações, entre o ano de 1931 e Março de 1934.
Trata-se de um monumento com uma arquitectura complexa, com várias fases de enterramentos. Para além do monumento propriamente dito (câmara + corredor) que se encontrava muito bem preservado, foi identificado um conjunto significativo de enterramentos e/ou oferendas na área da mamoa, individualizados em pequenas «caixas», segundo a descrição de Manuel Heleno.
Trata-se do primeiro monumento a ser intervencionado por este investigador, no âmbito do seu «projecto» de escavações em monumentos megalíticos alentejanos.
Por esse motivo, ou talvez pela quantidade e qualidade dos materiais recolhidos, é um dos monumentos que apresenta descrições mais exaustivas, nos seus famigerados «Cadernos de Campo».

Bib: Rocha, L. (2005)

sexta-feira, 11 de junho de 2010

(Re)Visitando as antas de Portel (IV) - Torrejona 2

Anta da Torrejona 2

Informação sobre o monumento, no Endovélico:
"Monumento megalítico composto por mamoa, câmara e corredor, violado provavelmente desde a época romana.
Câmara composta por sete esteios (três "in situ"), coberta por um chapéu aproximadamente circular (cuja maior parte se apresenta caída sobre o sector SE da escavação).
Corredor composto por, pelo menos, dois esteios (um "in situ"), desconhecendo-se o seu exacto tamanho pelo estado de destruição do monumento(hose com 1,60m de comprimento).
Mamoa em precário estado de conservação, com um anel de contenção dos esteios da câmara."

segunda-feira, 7 de junho de 2010

(Re)Visitando as antas de Portel (III) - Torrejona 1





























Anta da Torrejona 1 - com sepultura no corredor

Informação sobre o monumento no Endovélico:
"Monumento situado no topo de pequeno esporão sobranceiro ao Degebe, com bom domínio da paisagem envolvente. Próximo situa-se a anta 2 da Torrejona.
A sua construção foi planificada pela escavação de um esboço de planta na rocha de base; alvéolos partilhados, pelo menos, por 2 esteios; monumento em xisto, de grande dimensão, com grande diferença de altura entre os esteios da câmara e os do corredor; câmara polígonal de 7 esteios.
Corredor assimétrico, com 2 esteios num lado e um no outro;
mamoa conservando actualmente 4,5m de raio; possível sepultura secundária rectangular no corredor, adossada aos esteios de um dos lados; estrutura de condenação selando a câmara e o corredor.
Na área do monumento existem diversas estruturas em negativo (pequenas fossas) e um possível fundo de cabana sub-circular escavado na rocha, que poderão corresponder ao momento de construção do monumento ou a uma ocupação anterior."

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Toponímia popular para o megalitismo funerário (anta e afins...)

Retomando J. Leite de Vasconcellos, refere ele a propósito dos topónimos relativos aos monumentos megalíticos funerários:

"Por qualquer circumstancia, póde acontecer que o monumento perca, no todo ou em parte, alguns dos seus elementos fundamentaes, como chapeu, esteios, galeria ou mamôa (.../...) Importa conhecer-se isto de antemão, para se comprehenderem melhor os processos populares de denominação geral dos dolmens.
(.../...) Em tempos antigos (...) os dolmens tiverão uma designação appellativa, que se estendeu por todo o país: chamavão-se antas. Hoje a palavra anta, como appellativa e popular, creio que só é conhecida no Alemtejo, pelo menos nunca a ouvi empregar noutras provincias, nem me consta que o seja.
Em certos sitios da Beira-Alta e Beira-Baixa, os dolmens recebem o nome popular de orcas (...) a que às vezes se junta casa, lapa ou pedra: «casa d`orca», «lapa da orca», «pedra d`orca»; mas ouvi muitas vezes ao povo expressões, como estas: «estava lá uma orca», «havia uma orca» (.../...)
Parece que outro nome antigo dos dolmens no nosso país, empregado como appellativo, foi, ou é arcas. No Portugal antigo e moderno diz-se indifferentemente «antas ou arcas ou orcas»"

J.L.Vasconcellos, 1897, Religiões da Lusitania, vol. I, p. 252-254