sábado, 29 de outubro de 2011

IX Congresso Ibérico de Arqueometria (2)





































Apresentação dos primeiros resultados sobre a presença de cinábrio em monumentos megalíticos funerários alentejanos. Um projecto da responsabilidade de investigadores da Universidade de Évora (CHAIA, CQE e Lab. Hércules) e do Laboratório de Conservação e Restauro José de Figueiredo (IMC).

Este Poster recebeu também o prémio de Melhor Poster do Congresso.
Os nossos agradecimentos a todos os que contribuíram para o sucesso deste trabalho.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Territórios Megalíticos - Mora: Bibliografia

ALMEIDA, A: SILVA, A; LOURENÇO, M. (1979) – Relatório preliminar de actividades arqueológicas desenvolvidas em Pavia – Cabeção, entre Dezembro de 1978 e Abril de 1979. Núcleo de Arqueologia do Liceu D. Pedro V. Lisboa: NUAR.

ALMEIDA, F. de (1971) – Vergílio Correia. Congresso Nacional de Arqueologia. Coimbra, 1970. Coimbra: Junta Nacional de Educação.

ALVIM, P. (2004) – Recintos megalíticos da região da serra de Monfurado e os «Cabeços do Meio-Mundo»: monumentos, paisagem e cultura no Neolítico alentejano. In CALADO, M. (ed) – Sinais de Pedra. Actas do I Colóquio Internacional sobre Megalitismo e Arte Rupestre. Évora: Fundação Eugénio de Almeida.

AZEVEDO, P. (1896) – Extractos Archeologicos das "Memorias Parochiaes de 1758". Archeologo Português Lisboa: [s.n.]. II, p. 137.

AZEVEDO, P.A. (1899 - 1900) – Extractos Archeologicos das "Memórias Parochiaes de 1758". Archeologo Português Lisboa: [s.n.]. V, p. 29.

CALADO, M. (1993b) – Menires, alinhamentos e cromelechs. In MEDINA, J. (dir.) - História de Portugal. Lisboa: Ediclube. 1, p. 294-301.GONÇALVES, V.S. (dir.), História de Portugal. Lisboa: Ediclube. 1, pp. 294-301.

CALADO, M. (2000a) – Neolitização e megalitismo no Alentejo Central: uma leitura espacial. Actas do 3º Congresso de Arqueologia Peninsular. Porto: Adecap, p. 35-45.

CALADO, M. (2004a) – Entre o Céu e a Terra. Menires e arte rupestre no Alentejo Central. In CALADO, M. Sinais de Pedra. Megalitismo e arte rupestre na Europa Atlântica. Évora: Fundação Eugénio d`Almeida.

CALADO, M. (2004b) – Menires do Alentejo Central. Génese e evolução da paisagem megalítica regional. Lisboa: FLL. Tese de Doutoramento policopiada.

CALADO, M; ROCHA, L; ALVIM, P. (2007) – Neolitização e Megalitismo: o recinto megalítico das Fontainhas (Mora, Alentejo Central). Revista Portuguesa de Arqueologia. vol. 10. Nº 2. Lisboa: IPA. 75-100

CALADO, M.; ROCHA, L. (2008) – Sources of monumentality: standing stones in context (Fontaínhas, Alentejo Central, Portugal). BAR S1857. Early Neolithic in Iberian Peninsula Regional and transregional components / Le Néolithique ancien dans la Péninsule Ibérique. Les éléments regionaux et transregionaux. Proceedings of the XV UISPP World Congress (Lisbon, 4-9 September 2006) / Actes du XV Congrès Mondial (Lisbonne, 4-9 Septembre 2006) Vol. 18, Session C44. edited by: Mariana Diniz, p.61-70

CALADO, M; ROCHA, L. (1996) – Neolitização do Alentejo Interior: os casos de Évora e Pavia. Actas do I Congrés del Neolític a la Península lbèrica. Gavà: [s.n.]. p. 673-682.

CARDOZO, M. (1941) – Monumentos Nacionais. Revista de Guimarães. 51 (1-2). Janeiro - Junho. Guimarães: [s.n.], 128.

CORREIA, Virgilio (1914) – Crónica. Excursões arqueológicas ao Alentejo. O Archeólogo Português. XIX. Lisboa: Museu Etnológico Português, p. 189-192.

CORREIA, Virgilio (1921) – El Neolítico de Pavia. Madrid: Comisión de Investigaciones Paleontológicas y Prehistóricas. 27.

CORREIA, L. (1961) – Mora e o seu Concelho. Figueira da Foz.

COSTA, António Carvalho da (1708) – Corografia Portugueza, e Descripçam Topografica do famoso Reyno de Portugal. Lisboa: Valentim da Costa Deslandes. II.

da SILVA, C.M.; CALADO, M. (2003) – New astronomically significant directions of the Central Alentejo Megalithic Monuments. Journal of Iberian Archeology, 5, p.67-88.

ESPANCA, P.J. (1894) – Estudo sobre as antas e seus congéneres. Vila Viçosa: [s.n.]. ESPANCA, T. (1975) – Inventário Artístico do Distrito de Évora. I. Lisboa: Academia Nacional de Belas Artes.

FERREIRA, O. da V; LEITÃO, M; NORTH, C.T. (1977-79) – Breves apontamentos sobre as antas-capelas em Portugal. Estudos italianos em Portugal. Lisboa. 40/42, p. 119-126.

FERREIRA, O. da V; ZBYSZEWSKI, G; LEITÃO, M; NORTH, C.T. (1977-79) – Descoberta de insculturas com a figura humana estilizada na região de Brotas (Mora). O Penedo das Almoínhas. Comunicações dos Serviços Geológicos de Portugal. Lisboa. 61, p. 33-41.

HELENO, M. (1956) – Um quarto de século de investigação arqueológica. O Arqueólogo Português. Lisboa: [s.n.]. (n.s.): III, p. 221-237.

HOSKIN, M; CALADO, M. (1998) – Orientations of Iberian Tombs: Central Alentejo Region of Portugal. Archaeoastronomy. Cambridge: [s.n.]. 23, p. 77-82.

LEISNER, G. e V. (1959) – Die Megalithgraber der Iberischen Halbinsel: Der Westen. Berlin: Walter de Gruyter. II: 2.

LEISNER, V. (1970) – Micrólitos de tipo tardenoisense em dólmens portugueses. Actas das I Jornadas Arqueológicas da Associação dos Arqueólogos Portugueses. Lisboa, v.II, p. 195-198.

LEISNER, V. (1983) – As diferentes fases do Neolítico em Portugal. Arqueologia.7, p. 54- 58.

LEISNER, V. (1985) – Micrólitos – Apontamentos tomados no Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia. Lisboa: Instituto Arqueológico Alemão.

MACHADO, S. (1920) - Aquisições do Museu Etnológico Portugues. O Archeologo Português, Série I, vol. XXIV, Lisboa, p. 241-270

MARTINS, A.S; VICENTE, E.P. (1979) – Menirs de Portugal. Ethnos. Lisboa: [s.n.]. 8, p. 107-138.

MENDES, Mª T. P. (1970) – Bibliografia de Vergilio Correia (1904-1944). Combra: Biblioteca Geral da Universidade.

MOITA, I. (1956) – Subsídios para o Estudo do Eneolítico do Alto Alentejo. Arqueólogo Português. Lisboa: [s.n.]. III s., p. 135-175.

MOITA, I. (1965) – Sobrevivência de Cultos de Origem Remota no Interior do Alentejo. Separata das Actas do Congresso Internacional de Etnografia. Lisboa: [s.n.].

OLIVEIRA, C. (2001) – Lugar e Memória. Testemunhos Megalíticos e Leituras do Passado. Lisboa: Ed. Colibri.

OLIVEIRA, J; SARANTOPOULOS, P; BALESTEROS, C. (1997) – Antas – Capelas e Capelas junto a Antas no território português. Lisboa: Colibri.

ROCHA, L. (1997) – Os menires de Pavia, Mora (Portugal). Actas do II Congreso Peninsular de Arqueologia. Zamora, 24 a 27 de Setembro de 1996. Tomo II, p. 221-228

ROCHA, L. (1999a) – Povoamento Megalítico de Pavia. Contributo para o conhecimento da Pré-história Regional. Setúbal: Câmara Municipal de Mora.

ROCHA, L. (1999b) – Aspectos do Megalitismo da área de Pavia, Mora (Portugal). Revista Portuguesa de Arqueologia. Vol. 2. Nº 1. Lisboa: IPA, p. 71-94.

ROCHA, L. (1999c) – O megalitismo funerário da área de Pavia, Mora (Portugal). Estado actual da investigação. II Congrés del Neolític a la Península Ibèrica. Valencia, p. 604-622.

ROCHA, L. (2000b) – O Alinhamento do Monte da Têra, Pavia (Mora): resultados da 1ª campanha (1996). Trabalhos de Arqueologia 16: Muitas antas, pouca gente? - Actas do I Colóquio Internacional sobre Megalitismo. Lisboa: IPA, p. 183-194.

ROCHA, L. (2000a) – O monumento megalítico da Idade do Ferro do Monte da Tera – Pavia (Portugal). Actas do 3º Congresso de Arqueologia Peninsular. Vol. III. "Neolitização e Megalitismo da Península Ibérica". Porto: ADECAP, p. 521-527.

ROCHA, L. (2001b) – O Povoamento Pré-histórico da área de Pavia. Revista Portuguesa de Arqueologia. vol. 4. Nº 1. Lisboa: IPA, p. 17-43.

ROCHA, L. (2003a) – O monumento megalítico da I Idade do Ferro do Monte da Têra (Pavia, Mora). Sectores 1 e 2. Revista Portuguesa de Arqueologia. vol. 6. Nº 1. Lisboa: IPA, p. 121-129.

ROCHA, L. (2003b) – O monumento megalítico do Monte da Têra (Pavia, Mora), Sector 2: resultados das últimas escavações. Trabalhos de Arqueologia 25: Muita gente, poucas antas? Origens, Espaços e contextos do Megalitismo – Actas do II Colóquio Internacional sobre Megalitismo. Lisboa: IPA, p. 339 -350.

ROCHA, L. (2005) – As origens do megalitismo funerário no Alentejo Central: a contribuição de Manuel Heleno. Tese de doutoramento policopiada.

ROCHA, L. (2009/2010) – As origens do megalitismo funerário alentejano. Revisitando Manuel Heleno. Promontoria. Universidade do Algarve.

 ROCHA, L. (2010) – Arte rupestre e sociedades camponesas. Uma associação sistemática no Alentejo Central (Portugal). Global Rock Art. Anais do Congresso Internacional de Arte Rupestre. FUMDHAMentos. IX. Piauí: Fundação Museu do Homem Americano. Artigo 103.

ROCHA, L; CALADO, M. (2006) – Megalitismo de Mora: nas fronteiras do Alentejo Central. Lisboa: Apenas Livros, Lda.
ROCHA, L; CALADO, M; ALVIM, P. (2011) – Carta Arqueológica de Mora. Encontro Arqueologia e Autarquias. Editado por Mª José de Almeida e António Carvalho. Cascais: CM Cascais, 155-164.

ROCHA, L; DUARTE, C; PINHEIRO, V. (2005) – A necrópole da 1ª Idade do Ferro do Monte da Têra, Pavia (Portugal): dados das últimas intervenções. Actas do III Simpósio Internacional de Arqueologia de Mérida: Protohistoria del Mediterrâneo Occidental. 1. Mérida: CSIC/ Junta de Extremadura/Consorcio de Mérida, p. 605-614.

ROCHA, L; DUARTE, C. (2009) – Megalitismo funerário no Alentejo Central: os dados antropológicos das escavações de Manuel Heleno. In: Polo Cerdá, M; García- Prósper, E. (eds). Investigaciones histórico-médicas sobre salud y enfermedad en el pasado. Actas del IX Congreso Nacional de Paleopatología. Valencia: Grupo Paleolab & Sociedad Española de Paleopatologia, p. 763-781.

VASCONCELOS, J.L. (1905) – Lista de monumentos que pelo seu Carácter histórico, Arqueológico ou Artístico são susceptíveis de se considerarem Nacionais. O Archeologo Português. Lisboa: [s.n.]. X: 1-2.

VASCONCELOS, J. L. (1910) – Anacleta archeologica. 1. Dolmen transformado em capella. O Archeologo Português. XV. Lisboa: Museu Etnológico Português, p. 321-328.

VASCONCELOS, J.L. (1912) – Dolmens no Alentejo. O Archeologo Português. Lisboa: [s.n.]. XVII: 1-9, p. 195.

VASCONCELOS, J. L. (1914) – Anta de Pavia. O Archeologo Português. XIX. Lisboa: Museu Etnológico Português, p. 376-377.

VEIGA FERREIRA, O. da; LEITÃO, M; NORTH, C.T. (1977-79) – Breves apontamentos sobre as antas-capelas em Portugal. Estudos Italianos em Portugal. 40/42. Lisboa, p. 119-126.

VEYGA, J. E (1758) – Memórias Paroquiais da villa de Pavia. Dicionário Geográfico. Vol. 28, m.93, f.587, p. 587-590.

ZBYSZEWSKI, G; CARVALHOSA, A.B; FERREIRA, O. V. (1980) – Noticia Explicativa da Folha 36 – A (Pavia). Carta Geológica de Portugal. Esc: 1: 50 000.Lisboa: SGP.

ZBYSZEWSKI, G; FERREIRA, O. V; REYNOLDS de SOUSA, H; NORTH, C.T; LEITÃO, M. (1977a) – Nouvelles découvertes de Cromelechs et de Menhirs au Portugal. CSGP. Lisboa: [s.n.]. LXI, p. 63-73.

ZBYSZEWSKI, G; VIANA, A; FERREIRA, O. V (1977b) – Descoberta de insculturas com a figura humana estilizada na região de Brotas (Mora). O penedo de Almoinha. CSGP. Lisboa: [s.n.]. 61, p. 33-41.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Vergilio Correia e o Megalitismo Alentejano (2)



















“El Neolítico de Pavia”

Em 1921, Vergílio Correia publicou, em Espanha, uma monografia sobre os trabalhos de campo que desenvolveu na área de Pavia entre 1914 e 1918. Nela aborda os aspectos relativos ao megalitismo funerário e aos sítios de habitat com ele relacionados; inclui também alguma informação sobre realidades arqueológicas mal conhecidas que o autor considera como eventuais lugares sagrados. Assim, a sua investigação nesta área pretendia englobar todos os tipos de vestígios arqueológicos deste período como refere na seguinte passagem:

" (.../...) Surgió, pues, naturalmente la división del estudio del Neolítico de la región de Pavia en tres partes muy claras y muy sencillas: lugares de habitación, lugares de sepultura y lugares de religión." (Correia, 1921: 10)

Os locais "de culto" correspondem, nesta perspectiva, aos recintos formados por blocos graníticos e os abrigos naturais ou ainda rochas, cuja erosão provocou formas mais ou menos sugestivas. Completamente ignorados por ele ficaram os menires e "cromeleques" relativamente bem representados nesta área e que só mais tarde viriam a ser identificados.

No capítulo do povoamento, Vergílio Correia refere as escavações efectuadas no Castelo de Pavia e os respectivos materiais arqueológicos, descrevendo-os sumariamente. Não apresenta contudo nenhuma planta do sítio com as muralhas e as cabanas identificadas. Em relação à estratigrafia refere que a acção dos arados destruiu a sua leitura. No entanto, ao descrever os fundos de cabana diz que todos os artefactos apareciam no fundo de uma camada negra “como depositados o caídos en el suelo” (Correia, 1921: 13), por vezes encaixados uns nos outros e, os artefactos de sílex reunidos, como se tivessem possuído um contentor perecível, o que coloca em causa a sua afirmação sobre a inexistência de estratigrafias preservadas...

Note-se que esta escavação decorreu em paralelo com a das antas e foi feita por pessoas contratadas na aldeia.

Sobre os materiais arqueológicos apresenta uma lista dos principais tipos, por vezes com descrições mais pormenorizadas sobre a matéria prima ou dimensões e alguns desenhos ou fotografias. Estes materiais são os da última campanha (1918) uma vez que eram os únicos que se encontravam em seu poder. Talvez por esse motivo não apresenta quantificações precisas sobre eles.

A descrição dos trabalhos realizados nos monumentos megalíticos funerários foi feita em função da ribeira de Têra; reúne, de facto, em dois grupos, aqueles que se encontram a Norte e a Sul desta ribeira. Mais uma vez Vergílio Correia descreve sobretudo as antas escavadas em 1918. É de salientar que em toda a obra nunca alude directamente aos motivos pelos quais só descreve os trabalhos da última campanha, justificando, de uma forma vaga, que era para “no alargar demasiado este trabajo “(Correia, 1921: 26). Os seus problemas com Leite de Vasconcelos, que o levaram a deixar o cargo de conservador do Museu Etnológico e, ao primeiro, a negar-lhe o acesso aos cadernos de campo e aos materiais das campanhas anteriores, depositados neste museu, nunca são referidos.

Em relação aos monumentos apresenta, por vezes, uma breve descrição da sua implantação, arquitectura, e espólio; frequentemente limita-se a indicar o nome e a comentar, laconicamente, que “não deu nada”, “pouco importante” ou ainda “um espólio vulgar” (Correia, 1921:40).

Apresenta alguns desenhos e fotografias dos materiais e das antas, em que são patentes alguns equívocos e imprecisões; de facto, a fotografia que aparece como sendo a anta 2 de Briços é, na realidade, referente à anta 4 da mesma herdade (Correia, 1921: 40, fig.24). Também as plantas das antas apresentam diferenças em relação às publicadas pelos Leisner, tratando-se, de facto, de plantas esquemáticas com poucas preocupações de rigor métrico.

Em relação à metodologia utilizada por este autor, nas escavações, observa-se, antes de mais, um ritmo quase frenético, patente na seguinte descrição:

“Em 26 explorou-se a segunda anta da Lapeira e principiou-se de tarde a dos Covatos. Em 27, deixada a anterior, atacou-se a do Ferragial da Fonte...” (Correia, 1914: 190-191).

Com uma tal velocidade, não é de estranhar o facto de raramente serem apresentadas quaisquer indicações sobre as estratigrafias. A este respeito, Irisalva Moita não deixou de anotar que a obra publicada " (.../...) fundamenta-se em escavações apressadas e plantas construídas sem precisão."(Moita, 1956: 136).

O casal Leisner, ao publicar em 1959 os materiais de Pavia existentes no Museu Etnológico e apresentar o levantamento de novos monumentos, pretendia contribuir para o colmatar das lacunas deixadas por Vergílio Correia. Estes autores acentuam algumas das fragilidades do trabalho, relacionadas com a proibição do acesso de V. Correia ao material das suas escavações, o que permitiria compreender que as indicações sobre os achados tenham sido, salvo raras excepções, sumárias e não demonstradas graficamente. (Leisner, 1959: 97)

Ainda no capítulo referente à descrição do megalitismo funerário alude, por vezes, a outros sítios onde procedeu a sondagens (é o caso do castelo de Briços) ou que, de qualquer modo, considerou interessantes.

A numeração que estabelece reporta-se aos monumentos escavados, aos destruídos, aos que não encontrou (teve conhecimento através de informação oral) e abrigos rochosos (mesmo sem materiais). Assim, quando nas conclusões refere que examinou mais de setenta monumentos este número não corresponde, com certeza, à realidade.(Correia, 1921: 65).

Este capítulo é completado por uma síntese sobre os tipos de implantação, dispersão, arquitectura, espólios e cronologias para estes monumentos, estabelecendo comparações com outras áreas.

No terceiro capítulo descreve os lugares «sagrados»: recintos, abrigos e arte rupestre (a pedra das Gamelas e a da Talisca, ambas no concelho de Arraiolos).

Apresenta ainda um apêndice com o estudo, realizado por A.A. Mendes Correia, de ossos humanos encontrados na anta 7 da Caeira.

Em relação ao mapa, apresentado em anexo nesta obra, verifica-se que engloba uma área, para Este e Sul, superior à considerada no texto, tendo sido cartografados alguns monumentos megalíticos funerários sobre os quais não fornece qualquer tipo de informação. Por outro lado, dentro do território estudado por Vergílio Correia, verificam-se algumas incorrecções: cartografa monumentos sobre os quais só tinha conhecimento através de informação oral (anta dos Condes, da Cré, da Gonçala); nos Antões, apresenta cartograficamente cinco monumentos mas só se refere a três no texto; utiliza ainda critérios diferentes na simbologia gráfica do mapa. De facto, enquanto para algumas sepulturas utiliza um rectângulo (Casarão das Figueiras e Remendo) para outras utiliza o mesmo símbolo que o das antas (Entreáguas, Antões e S.Miguel).

Em termos cartográficos, nota-se alguma imprecisão na localização dos sítios, em parte relacionada com a escala utilizada.

Correia, V. (1921) - El Neolitico de Pavia. Madrid: Comisión de Investigaciones Paleontológicas y Prehistóricas. 27.
Rocha, L. (1999) - Povoamento Megalítico de Pavia. Contributo para o conhecimento da Pré-história Regional. Setúbal: Câmara Municipal de Mora.
Moita, I. (1956) – Subsídios para o Estudo do Eneolítico do Alto Alentejo. Arqueólogo Português. Lisboa: [s.n.]. III s., p. 135-175.

sábado, 15 de outubro de 2011

IX Congresso Ibérico de Arqueometria (Lisboa, 2011)


















Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011


09:00 Recepção dos congressistas e entrega dos documentos
10:00 Inicio dos trabalhos

10:00 Sessão Tema 2: Datação
10:05 Datación por termoluminiscencia de cerámicas de cuevas y cavidades graníticas en el NW de la Península Ibérica. - J. Sanjurjo-Sánchez, J.R. Vidal Romaní, M. Vaqueiro, X.L. Vilar Pedreira, E. Méndez Quintás e R. Costas Vázquez.

10:25 Técnicas para a datação por luminescência de amostras pequenas de cerâmicas cozidas a alta temperatura. - C.I. Burbidge, A.L. Rodrigues, M.I. Dias, M.I. Prudêncio, G. Cardoso.

10:45 Estudos de Luminescência, Mineralogia e Geoquímica no Contexto Arqueológico do Monte Carrascal – Ferreira do Alentejo, Portugal. - A.L. Rodrigues, C.I. Burbidge, M.I. Dias, F. Rocha, A.C. Valera e M.I. Prudêncio.

Coffee break 11:05 – 11:25

11:25 Sessão Tema 1: Biomateriais e estudos paleoambientais
11:30 Bioindicadores para conocer los cambios climáticos y antrópicos en Portugal. - Y. Carrión Marco, E. Badal García e I. Figueiral

11:50 Aplicación de dos métodos de estimación de calibre a rodajas de Pinus halepensis. Aportaciones al estudio de la gestión prehistórica del combustible en el Sureste peninsular. - M.S. García Martínez e A. Dufraisse

12:10 Sessão Tema 3: Análises de materiais - cerâmica

12:10 Contributos arqueométricos para o conhecimento da construção da província romana da Lusitania. - C. Fabião, M.I. Dias, M.I. Prudêncio

12:30 O Contributo da arqueometria para o estudo económico do baixo Tejo em época romana: o caso da Casa do Governador da Torre de Belém, Lisboa. - C. Fabião, I. Filipe, M.I. Dias, M.I. Prudêncio, M.J. Trindade, M.A. Gouveia

Almoço 12:50 – 14:25

14:25 Sessão Tema 3: Análises de materiais - cerâmica

14:30 Composição mineralógica de algumas cerâmicas do Deposito Votivo de Garvão. - L. Rosado, D.R. Tavares, F. Mayet, M.C. Lopes, R. Alfenin, A. Candeias, P. Moita, N. Schiavon e J. Mirão

14:50 La producción y la circulación de terra sigillata hispánica en la ciudad de Lleida. Una aproximación arqueométrica. - J. Buxeda i Garrigós, M. Madrid i Fernández

15:10 Early Iron Age pottery production in Western Poland. An archaeometric perspective. - M. García-Heras, F. Agua, J.F. Conde, U. Kobylińska and Z. Kobyliński

15:30 Discriminación de las producciones cerámicas de dos yacimientos celtibéricos, atendiendo a sus características composicionales: La Rodriga (Fuentelsaz, Guadalajara) y Allueva II (Allueva, Teruel). - J. Igea Romera, P. Lapuente Mercadal, J. Pérez Arantegui, Mª E. Saiz Carrasco y F. Burillo Mozota

Coffee break 15:50 – 16:15

16:15 Sessão Tema 3: Análises de materiais - vidro

16:20 El Vidrio en un Bustum Romano Altoimperial Cordobés. - F. Capel, F. Lara

16:40 Contexto Arqueologico y Estudio Cualitativo de un Conjunto de Vidrio Plano Histórico Recuperado en Talavera de la Reina. - E. Criado, A. Durán, D. Portea

17:00 Estudio analítico de un conjunto de vidrios procedentes del yacimiento de la villa romana de El Saucedo utilizando las técnicas SEM-EDX y LIBS. - C. Gutiérrez Neira, A. García Sanchez, E. Catalán Mezquíriz, A. Pardo Naranjo, R. Castelo Ruano e J. Barrio Martín

17:20 Deterioro y alteraciones de vidrios romanos en medio marino. -  Palomar, M. García-Heras e M.A. Villegas

Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011

09:00 Apresentação do orador convidado - M. O. Figueiredo
09:05 Dos cerâmicos e vidros aos materiais de construção: uma abordagem arqueométrica às técnicas de caracterização baseadas na radiação de sincrotrão. - M.O. Figueiredo

09:45 Sessão Tema 3: Análises de materiais - pigmentos e vidro

09:45 Análisis de pigmentos en arte mobiliar del Paleolítico Superior Levantino. - C. Roldán García, V. Villaverde Bonilla, I. Ródenas Marín, F. Novelli e S. Murcia Mascarós

10:05 Caracterización Mediante GC/MS de la Técnica Pictóricas en las Esculturas de Terracota a lo Largo de la Ruta de la Seda. - Bonaduce, M.P. Colombini, C. Blaensdorf, A. Lluveras

10:25 Composição de pinturas murais no Alentejo por fluorescência de raios-X induzida por radiação de sincrotrão: origens do pigmento, cor e degradação. - M. Gil, A. Candeias, S. Valadas, A. Guilherme, S. Pessanha, M.L. Carvalho, J. Mirão

10:45 Análisis no destructivo por FRX portátil del Retablo de la Natividad del Señor del Maestro de Moguer (sgl. XVI). - A. Kriznar, V. Muñoz, M.A. Respaldiza e M. Vega

Coffee break 11:05 – 11:25

11:25 Sessão Tema 3: Análises de materiais - pigmentos e vidro

11:30 Caracterización analítica de preparadados cosméticos y farmacéuticos hallados en contextos arqueológicos. - J. Pérez-Arantegui, E. Ribechini, G. Cepriá, M.P. Colombini

11:50 Sessão Tema 3: Análises de materiais - metais

11:50 Homogeneidad u Heterogeneidade en el Metal de los Depósitos: Valoraciones sobre su Formación a partir de los Análisis de Isótopos de Plomo. - I. Montero Ruiz, J. Gallart, O. García-Vuelta, M.I. Martínez-Navarrete

12:10 Metais dos Hipogeus do Bronze Pleno da Horta do Folgão (Serpa, Portugal). Estudo Arqueometalúrgico. - P. Valério, R.J.C. Silva, T. Ricou, M.F. Araújo e A.M. Monge Soares

12:30 Técnicas de Dorado en Época Prerromana: Nuevos Casos de Estudio en el Interior Peninsular. -
F. Cuesta Gómez, O. García Vuelta, M. Gener, I. Montero Ruíz, M. Murillo, A. Perea y M. Renzi

Almoço 12:50 – 14:25

14:25 Sessão Tema 3: Análises de materiais - metais

14:30 Análisis de monedas Hispano-Cartaginesas mediante un equipo portátil de fluorescencia de rayos X. -
B. Gómez-Tubío, A.I. Moreno-Suarez, M. Ángel Respaldiza, F. Chaves, I. Ortega-Feliu, Mª Ángeles Ontalba-Salamanca, R. Pliego y F.J. Ager

14:50 Estudo arqueometalúrgico de artefactos provenientes do Castro de Vila Nova de São Pedro, Portugal. - F. Pereira, R.J.C. Silva, A.M. Monge Soares, M.F. Araújo

15:10 Sessão Tema 3: Análises de materiais - pedra

15:10 Sobre as possíveis fontes das pedras do Mosteiro de Salzedas (Tarouca - Portugal). - J. Pamplona, C.A. Simões Alves

15:30 Producción y circulación de rocas verdes y sus productos en el SW peninsular. - C.P. Odriozola Lloret, J. Moreno García, R. Mataloto, J.A. Linares Catela e V. Hurtado Pérez

Coffee break 15:50 – 16:15

16:15 – 17:45 Discussão das comunicações em Poster1
1 Os posters poderão estar afixados nos dois primeiros dias do congresso, embora a sua discussão seja no dia e hora referenciados.

Sexta-feira, 28 de Outubro de 2011

09:00 Apresentação do orador convidado - L. Cortella
09:05 Gamma Rays: A Tool for Interventive Conservation. - L. Cortella

09:45 Sessão Tema 7: Conservação

09:45 Perfis de contaminação e inactivação microbiana em azulejos. - T. Silva, S. Cabo Verde, C.I. Burbidge, A.C. Fernandes, M.L. Botelho, M.I. Dias, G. Cardoso e M.I. Prudêncio

10:05 Tomografia de neutrões aplicada a azulejos do séc. XVII – visualização para caracterização, diagnóstico e optimização de técnicas de conservação. - M.A. Stanojev Pereira, M.I. Prudêncio, J.G. Marques, M.O. Figueiredo, M.I. Dias, T.P. Silva, L. Esteves, C.I. Burbidge, M.J. Trindade, M.B. Albuquerque

10:25 A arqueologia de misturas de cera-resina usadas como adesivos em Escultura policromada. - P. Barros, A. Le Gac, J.C. Frade, A.M. Cardoso, S. Longelin, E. Murta e A. Candeias

10:45 Estudo tipológico da cerâmica de construção da cidade romana de Conimbriga, Portugal – Metodologia para a conservação de estruturas arqueológicas. - R. Triães, J. Coroado, F. Rocha e V. Correia

Coffee break 11:05 – 11:25

11:25 Sessão Tema 6: Património construído

11:30 O presente como chave do passado no estudo das alterações dos materiais do património cultural. - C. Alves

11:50 Evidencia de consolidación histórica de piedra antes de su colocación en la muralla de Tarragona. - L. Ventolà, P. Giráldez, M. Vendrell

12:10 As argamassas da cidade romana de Ammaia – um estudo interdisciplinar. - M.I. Cardoso, M. F. Macedo, D. Osório, J. Carvalho, F. Vermeulen, S. Persichini, D. Taelman, S. Valadas, L. Rosado, A. Santos Silva, A. Candeias e J. Mirão

12:30 Técnicas no destructivas para la monitorización cuantitativa y cualitativa de procesos de biodeterioro en materiales pétreos. - M.A. Rogerio-Candelera, A.Z. Miller, A. Dionísio, y C. Saiz-Jimenez

Almoço 12:50 – 14:25

14:25 Sessão Tema 5: Prospecção geofísica e teledetecção

14:30 Prospecção Geofísica na Agra do Crasto – Aveiro. - F. Almeida, R. Moura, F. Constantino e H. Tareco

14:50 Magnetometria de recintos de fossos da Pré-História Recente e arqueoastronomia: resultados de um projecto em curso.

A.C. Valera, H. Becker, J. Mejuto e G. Rodriguez

15:10 Reconhecimento geofísico na fronteira da escavação arqueológica (Monte do Carrascal 2 – Ferreira do Alentejo). - P. Garcia, F. Almeida, M. Neves e M. Almeida

15:30 La prospección geofísica como herramienta para el planteamiento de la investigación de un yacimiento. El caso de Puig Ciutat (Oristà, Lluçanés, Barcelona). - E. Garcia, C. Padrós, À. Pujol, R. Sala, R. Tamba

15:50 Sessão de Encerramento

Visita Guiada à Exposição Museu FCG2

Acesso gratuito no dia 28 de Outubro, a partir das 16:30, a pessoas devidamente identificadas como participantes do CIA-IX.

Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011

Comunicações em Poster
Tema 1: Biomateriais e estudos paleoambientais

SPT1-1. The evolutions of Central Portugal vegetation cover from the Holocene to present. - C. Ferreira, L. Santos, E. Allué, F. Burjachs e L. Oosterbeek

SPT1-2. Produção de preparados de peixe no estuário do Tejo na Antiguidade Tardia. - S. Gabriel, C. Fabião, I. Filipe

SPT1-3. Análisis botánico de restos de madera pertenecientes a féretros de la necrópolis tardoantigua de Senda de Granada (Murcia, España). - M.S. García Martínez e L.A. García Blánquez

SPT1-4. Interpretation of clay mineral associations in Quaternary sediments at Alto Ribatejo (Central Portugal). - H. Gomes, P.P. Cunha, P. Rosina,L. Oosterbeek

Tema 2: Datação

SPT2-1. Cronologias por luminescência nas paisagens de transição do Ribatejo. - C.I. Burbidge, M.I. Dias, G. Cardoso, L. Oosterbeek, C. Scarre, M.I. Prudêncio, D. Franco, R. Marques, A. Cruz, P. Cura

Tema 3: Análises de materiais: metais, cerâmica, vidro, pedra, pigmentos e pintura

SPT3-1. O contributo das análises metalográficas na caracterização cultural e estilística de artefactos adornos metálicos da Idade do Ferro. O caso do Crasto de Palheiros – Murça / Norte de Portugal. - A. Abrunhosa e D.B. Pinto

SPT3-2. El Santuario: Tecnología cerámica a través de un estudio petrográfico. - E. Alonso López e Fábregas Valcárcel

SPT3-3. Estudo de uma colecção de machados metálicos do Norte de Portugal. - C. Bottaini, C. Giardino, G. Paternoster

SPT3-4. Stained-Glass Windows of the “Rosetón del Sarmental” of the Cathedral of Burgos: Conservation-Restoration and Characterization. - F. Capel, P. Alonso, E. Barrio, F.J. Valle, Á. de Pablos, I. Ortega, B. Gómez e M.A. Respaldiza

SPT3-5. Utilización de la fluorita en la joyería Neolítica-Calcolítica. El ejemplo de Leceia (Portugal). -
J.L. Cardoso, S. Domínguez-Bella e J. Martínez López

SPT3-6. Estudio Preliminar de la Metalurgia del Plomo y la Plata en la Ciudad Fenicia de Baria. - S. Carpintero Lozano

SPT3-7. Estudio arqueométrico de cerámicas iberorromanas del yacimiento de “El Castillejo” (Alameda, Málaga). - J.M. Compaña Prieto, L. León Reina, C. Capel Ferrón, S.E. Jorge Villar, V. Hernández e M.A.G. Aranda

SPT3-8. Las producciones cerámicas de Talavera de la Reina y Puente del Arzobispo. Criterios sobre asignación estilística y composicional. - E. Criado, D. Portela, C. Pascual, J.C. Fariñas, P. Recio

SPT3-9. Contribución Científico-Tecnológica para el Conocimiento de los Recubrimientos de Magnetita y de Bronce-Magnetita en Armas Prerromanas: Algunos Ejemplos. - A.J. Criado Martín, A.J. Criado Portal, L. García Sánchez

SPT3-10. Sobre a presença de Cinábrio em rituais funerários no Megalitismo do Alto Alentejo, Portugal. -
L. Dias, J. Oliveira, L. Rocha, L. Rosado, C. Dias, T. Ferreira, A. Candeias e J. Mirão

SPT3-11. Datação, autenticidade, materiais e pigmentos. Estudos laboratoriais sobre Faiança Portuguesa e Porcelana Chinesa produzida para o mercado Português (séculos XVI a XVIII). - M.I. Dias, M. Ondina Figueiredo, M. Antónia Matos, A. Pais, M.I. Prudêncio, T. Pena Silva, C.I. Burbidge, A.L. Rodrigues, J.P. Veiga

SPT3-12. Arqueometria e o estudo das ânforas lusitanas: o caso do Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros, em Lisboa. - M.I. Dias, J. Raposo, C. Fabião, A. Guerra, J. Bugalhão, A.L. Duarte, A. Sabrosa, M.I. Prudêncio e M.J. Trindade

SPT3-13. Caracterización arqueométrica de alfàbies y gerres de Barcelona y València de los siglos XV y XVI. - S.G. Ferrer, J.G. Iñañez, J. Buxeda i Garrigós, J. Beltrán de Heredia

SPT3-14. Artefactos ornamentais: um estudo arqueometalúrgico de metais da Idade do Bronze do Centro de Portugal. - E. Figueiredo, M.F. Araújo, R.J. Silva, J.C. Senna-Martinez, J.L. Inês Vaz

SPT3-15. Os primeiros bronzes do território Português: uma primeira abordagem arqueometalúrgica a um conjunto de machados Bujões/Barcelos. - E. Figueiredo, F. Lopes, M.F. Araújo, R.J. Silva, J.C. Senna-Martinez, e E.V.P. Luís

SPT3-16. Métodos instrumentais de análise na identificação da matéria mineral utilizada na manufactura de uma provável conta de colar do povoado fortificado calcolítico da Moita da Ladra (Vila Franca de Xira, Lisboa). - A.P. Gonçalves, J.L. Cardoso, P. Valério, A.M. Monge Soares

SPT3-17. Producción y procedencia de la cerámica del poblado de Cabezo Juré: análisis arqueométrico. -
N. Inácio, F. Nocete, J.M. Nieto, R. Sáez, M.R. Bayona e D. Abril

SPT3-18. Caracterización arqueométrica de la cerámica campaniforme de Valencina de la Concepción (Sevilla, España): tecnología y procedencia. - N. Inácio, F. Nocete, P. Aldana, A.P. Pando, J.M. Nieto, R. Sáez, M.R. Bayona e D. Abril

SPT3-19. La producción cerámica de Uxama de época flavia y su relación con otras producciones en el valle del Duero. Primeros resultados arqueométricos. - M. Madrid i Fernández, J. Buxeda i Garrigós, M.V. Romero Carnicero

SPT3-20. A multi-analytical approach in the study of Roman glasses composition and corrosion from Southwest Iberia. - J. Mirão, N. Schiavon, T. Ferreira, C. Dias, A. Carneiro, M.C. Lopes, T. Calligaro, R. Simon e A. Candeias

SPT3-21. Metalurgia Prerromana en Marruecos: nuevos análisis y valoración comparativa con la metalurgia de la Península Ibérica. - I. Montero Ruiz, Y. Bokbot, M. Murillo Barroso, M. Gener

SPT3-22. Caracterização físico-química e mineralógica de azulejos históricos portugueses e relação com a sua degradação. - S. Morais Pereira, S. Muralha, A. Santos Silva e J. Manuel Mimoso

SPT3-23. Estudo de Ceramicas Arqueológicas da Bacia Amazonica. - P. Munayco, R.B. Scorzelli, R.M. Latini e A.V.B. Bellido

SPT3-24. Análisis de Piezas de Vidrio procedentes de la excavación Mercado del Borne de Barcelona. - S. Murcia-Mascarós, C. Roldán, F. Montagner

SPT3-25. Los rellenos de pasta blanca en cerámicas campaniformes y su utilización en la definición de límites sociales. - C.P. Odriozola Lloret, E. Guerra Doce, G. Delibes, J. Abarquero

SPT3-26. EDXRF pigments characterization of the Spanish costumbrism painter Pérez Jiménez. - P. Pajuelo Cabezas, M.J. Nuevo, A. Martín Sánchez

SPT3-27. The chemical and mineralogical analysis of the porcelain room of the Royal Palace in Madrid. - C. Pascual, P. Recio, E. Criado, S. de Aza and F.J. Valle

SPT3-28. Geología, Litolodía e Identificación de Áreas Fuente y Caracterización de las Materias Primas Liticas del Yacimiento de Modo Tecnico 3 de la Desembocadura del Rio Guadalmesí (Tarifa, Cádiz). -
L. Pérez Ramos, F. Torres Abril

SPT3-29. Primeros resultados arqueométricos en el estudio del conjunto escultórico de la villa romana de Quinta das Longas (São Vicente e Ventosa, Elvas). - H. Royo Plumed, P. Lapuente Mercadal, T. Nogales Basarrate, A. Carvalho, e M.J. Almeida

SPT3-30. Geología, Materias Primas y Áreas de Captación del Sitio con Tecnología Solutrense de la Fontanilla (Conil de la Frontera, Cádiz). - F. Torres Abril, L. Pérez Ramos, V. Castañeda Fernández e Y. Costela Muñoz

SPT3-31. Caracterização composicional e tipológica da cerâmica industrial do território de Conimbriga. -
R. Triães, J. Coroado e F. Rocha

SPT3-32. Indicadores geoquímicos e mineralógicos de cerâmicas arqueológicas e matérias-primas argilosas do Algarve. - M.J. Trindade, M.I. Dias, M.I. Prudêncio e F. Rocha

SPT3-33. ¿Ayudan los procesos arqueométricos para diferenciar pigmentos en el arte rupestre de ocres naturales? El caso del yacimiento Pego de Rainha, Mação, Portugal. - J. Trujillo, G. Muñoz

SPT3-34. Los colores de la cerámica Viluco y Diaguita Chilena: determinación de pigmentos utilizados en la decoración cerámica indígena del norte de Mendoza (Argentina) mediante Microespectroscopía raman y microfluorescencia de energía dispersiva de rayos X. - J.A.Tuñón López, A. Sánchez Vizaíno, H. Chiavazza e M. Montejo Gámez

SPT3-35. Estudo por Espectroscopia Mössbauer da tecnologia de produção da cerâmica cinzenta Romana de Braga (Norte de Portugal). - J.C. Waerenborgh, M.I. Prudêncio, M.I. Dias e M.A. Gaspar

Tema 4: Técnicas analíticas e metodologias

SPT4-1. Construção de uma base de dados de datações de sítios arqueológicos da Península Ibérica: contribuição para o estudo de sequências cronológicas. - G. Cardoso, L. Oosterbeek, M.I. Dias

SPT4-2. Sobre a autenticidade de um achado: O caso da “gravura rupestre” da Praia do Pedrógão, Leiria, Portugal. - A. G. Carvalho, D. E. Angelucci, A. Dionísio

SPT4-3. La información etnográfica y la práctica arqueométrica. El ejemplo de la alfarería tradicional en la isla de Gran Canaria (España). - M. del-Pino-Curbelo, J. Buxeda-i-Garrigós, J. Mangas Viñuela e A. Rodríguez Rodríguez

SPT4-4. Para um melhor entendimento entre arqueologia e arqueometria: proposta de protocolo de analise preliminar da cerâmica de impaste. - D. Delfino

SPT4-5. La utilización de la Microsonda de Electrones en la determinación de la procedencia de cerámicas arqueológicas. - N. Inácio, J.M. Nieto, R. Sáez, F. Nocete, M.R. Bayona e D. Abril

SPT4-6. Pintores Coloniais em Minas Gerais, Brasil – Métodos de Análise e Documentação Cientifica. -
C.M.D. Moresi, S.L.R.V. Oliveira, A.A. Campos

Tema 5: Prospecção geofísica e teledetecção

SPT5-1. Moreiros 2 (Arronches, Évora): magnetometry of a complex ditch and palisade enclosure. - H. Becker, A.C. Valera and R. Boaventura

SPT5-2. Xancra (Cuba, Beja): magnetometry of a possible prehistoric calendar. - H. Becker, A.C. Valera

SPT5-3. A aplicação do método de resistividade eléctrica 3-D a património cultural construido em pedra: uma mais-valia na estimação de fontes de humidade. - A. Dionisio, F. Alegria, E. Martinho, C. Grangeia, F. Almeida

Tema 6: Património construído

SPT6-1. Origem dos filmes negros sobre património construído. Diversos olhares. - B. Pereira de Oliveira, J.M. de la Rosa, A.Z. Miller, A. Dionísio, T. Silveira e M.A. Sequeira Braga

SPT6-2. Graffiti: uma mancha no património ou algo mais? Os efeitos nocivos das tintas spray na pedra calcária. - T. Ribeiro, A. Dionisio

SPT6-3. Isótopos estables en materiales de construcción pétreos como trazadores de los efectos de la polución. - J. Sanjurjo-Sánchez e C.A.S. Alves

SPT6-4. Establecimiento de las temperaturas máximas alcanzadas en el incendio de edificios históricos por termoluminiscencia. - J. Sanjurjo-Sánchez e M. Gómez-Heras

SPT6-5. Las piedras de la catedral de Tarragona: Geología y razón constructiva. - L. Ventolà, P. Giráldez, M. Vendrell

Tema 7: Conservação

SPT7-1. Dosimetria Retrospectiva, na gama dos kGy, para Monitorização no Tratamento de Azulejos Históricos. - C.I. Burbidge, S.I. Cabo Verde, A.C. Fernandes, M.I. Prudêncio, M.L. Botelho, M.I. Dias, G. Cardoso

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Arte Megalítica - Publicações XXIV

"No dia 13 de Outubro vai ser apresentado, em Coimbra, o livro de actas das Jornadas realizadas no Sabugal em 2009, sobre estelas e estátuas-menires da Pré à Proto-História, coordenado pela Doutora Raquel Vilaça.

Entre o trabalhos ali apresentados inclui-se estudo de João Luis Cardoso sobre uma estela antropomórfica (desenho seguinte da autoria de B. Ferreira) descoberta no Monte dos Zebros, emIdanha-a-Nova, por membros da Associação de Estudos do Alto Tejo (Mário Chambino e Francisco Henriques), no âmbito do Projecto de investigação Pré-História Recente na Margem Direita do Alto Tejo Português (ALTEJO), homologado pelo então Instituto Português de Arqueologia. O mesmo investigador (João Luis Cardoso) publicou idêntico estudo no volume 22, de 2011, da revista espanhola Complutum."



sábado, 8 de outubro de 2011

Vergilio Correia e o Megalitismo Alentejano (1)





Circunstancias fortuitas, aunque felices, hicieram que yo escogiese Pavia como punto de partida de exploraciones. El acaso de una conversación con un amigo, la noticia de la existencia de una anta transformada en capilla, y la seguridad de que la región había sido poco explorada (...)”

Correia, 1921: 25



Vergílio Correia (1888-1944)

A arqueologia em Portugal no primeiro quartel do séc. XX, como seria de esperar, foi fortemente influenciada pelo clima de agitação política, social, económica e cultural traduzindo um exacerbamento dos nacionalismos, com um reflexo directo na "procura das origens". Nesta perspectiva, surgiu o conceito de raça e a ideia de que a nacionalidade era algo de biológico, (como se houvesse um tipo físico próprio de cada nação), ideia que se encontra patente em algumas das obras de Vergílio Correia Pinto da Fonseca.

Este investigador nasceu na Régua e veio a concluir o curso de Direito na Universidade de Coimbra (1906-1911), onde se doutorou em Letras, em 1935. Foi aí professor de História de Arte desde 1921, e de Arqueologia, desde 1923.

Foi conservador dos museus Etnológico Português e Nacional de Arte Antiga.

A sua obra, realizada principalmente no domínio da História da Arte e da Arqueologia é tematicamente muito diversificada, e foi publicada dispersamente. São, no geral, artigos de reduzidas dimensões, em que se refere factologicamente o achado de um determinado vestígio artístico ou arqueológico. A maior parte desses artigos, porém, são sobre Conimbriga e as suas escavações, às quais Vergílio Correia dedicou grande parte da sua vida, após ter saído do Museu Etnológico.

A sua ida para o concelho de Mora deveu-se, segundo ele, ao acaso "(.../...) una conversación con un amigo, la noticia de la existencia de un anta transformada en capilla, y la seguridad de que la región había sido poco explorada(.../...)" (Correia, 1921: 25).

A obra publicada em 1921, "El Neolitico de Pavia", constitui a sua única monografia, e reporta-se aos trabalhos realizados nesta área durante os meses de Abril e Maio de 1914 e 1915 e em 1918 " (.../...) realicé en la región la mayor y más completa exploración dolménica hecha hasta hoy en Portugal, habiendo continuado el trabajo con el mayor fruto en 1918. Cerca de ochenta dólmenes fueron cavados y estudiados en esas tres campañas." (Correia, 1921: 9-10). 

As inúmeras escavações realizadas e os vários trabalhos publicados, fazem deste autor um dos vultos mais representativos da mentalidade portuguesa da época, no campo da arqueologia. Os vários títulos académicos e as condecorações que lhe foram atribuídas representam, aliás, o reconhecimento oficial dos seus méritos.

Pertenceu à Academia Nacional de Belas-Artes, à Academia Portuguesa de História, ao Instituto Arqueológico Alemão, à Academia de História de Madrid, ao Instituto de Coimbra e à Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa. Foi oficial da Ordem de Santiago e possuía a Cruz Vermelha Alemã.

Colaborou igualmente na imprensa periódica: A Pátria, O Século, Diário de Notícias, etc. Desde 1938, dirigiu o Diário de Coimbra. Fundou e dirigiu as revistas Terra Portuguesa, de Lisboa e Arte e Arqueologia, de Coimbra.

Fez parte das comissões da Exposição de Sevilha, da Reforma das Belas Artes e do Trajo Popular, tendo participado ainda nos Congressos Luso-Espanhóis para o Progresso e Desenvolvimento das Ciências (Cádiz, Salamanca, Lisboa e Barcelona), Internacionais de Arqueologia (Barcelona e Alger), do Mundo Português, etc.

A inexistência de um edifício teórico suficientemente definido que permitisse a colocação de questões pré-estabelecidas de forma sistemática, levou alguns autores a considerem a sua obra como o início da decadência da arqueologia portuguesa, não só a nível teórico, como prático. É um facto que Vergílio Correia não manteve profundos contactos com o estrangeiro, nem desenvolveu grandes progressos científicos, ao contrário dos seus antecessores dos finais do séc. XIX. Contudo, e de acordo com Joaquim Carvalho, Vergílio Correia, pela sua " (...) índole e pela sua conformação mental (...) sempre preferiu a robustez dos factos densamente exactos e afectuosamente simples à dialéctica das ideias gerais e às distinções subtis da argúcia (...)". O mesmo autor acrescenta ainda "(...) o íntimo contacto com a realidade, ou, por outras palavras, o abandono do livro pela observação e inquérito pessoal dos factos, fez de Vergílio Correia o mestre consumado na exploração arqueológica (...)" (CARVALHO, 1946:6,9), realçando assim o facto do autor dar maior importância aos factos em si, em deterimento das leituras em que se poderiam integrar.

Esta ausência de uma predisposição crítica teoricamente fundamentada, acerca das realidades com que lida poder-se-á dever às teorias historiográficas vigentes, nomeadamente a tendência positivista.

sábado, 1 de outubro de 2011

Contextos Funerários em Gruta (Sesimbra)























Poster de Rosário Fernandes, no congresso da UISPP (Florianópolis, Brasil), que resume a dissertação recentemente defendida na Universidade de Évora.