segunda-feira, 3 de maio de 2010

Evolucionismos

A evolução do conhecimento arqueológico está cada vez mais dependente da sua interacção com as outras áreas disciplinares. Tentar analisar/avaliar e propor teorias evolucionistas, apenas com base nas evidências materiais está, definitivamente, no passado...
Exemplo claro desta interdiciplinariedade está patente nos resultados que se têm vindo a obter através da análise de ADN, recolhido em restos osteológicos provenientes de escavações realizadas um pouco por todo o mundo. Compreender a evolução dos grupos humanos e seus graus de parentesco permitirá, por exemplo, perceber as origens e evolução dos contextos funerários pré e proto-históricos.

"(.../...) Recently, genome-wide studies, conducted to assess the level of European population stratification, have shown a close correspondence between genetic and geographic distances (Novembre et al., 2008). At the population level, the most prominent patterns uncovered were a consistent distinction between Southern Mediterranean and northern continental Europeans (Seldin et al., 2006) and a clear separation of northern from south-eastern Europeans (Bauchet et al., 2007). This is in line with mtDNA results and consistent with the clines observed using classical markers (Menozzi et al., 1978) and some mtDNA (Richards et al., 1996) and Y-chromosome haplogroups (Rosser et al., 2000; Semino et al., 2000). These analyses also clearly separate Iberians including Basques as distinct from other Europeans but, in accordance with our results, they did not find specific affinities between Basques and the English and Irish, who cluster clearly with the continental Germans and Poles (Bauchet et al., 2007)."

in: O. García, R. Fregel, J. M. Larruga, V. Álvarez, I. Yurrebaso, V. M. Cabrera and A. M. González, 2010. Using mitochondrial DNA to test the hypothesis of a European post-glacial human recolonization from the Franco-Cantabrian refuge.