segunda-feira, 31 de maio de 2010

(Re) visitando as antas de Portel (II)














Anta da Preguiça














Anta da Diroa

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O verdadeiro estado das antas alentejanas...VI

No jardim de Serpa encontram-se amontoados os esteios de uma anta que, em data incerta,  foram trazidos para este local com o intuito de se "recuperar" um monumento megalítico...


domingo, 23 de maio de 2010

(Re) visitando as antas de Portel (I)

Anta do Chão da Pereira (Portel). Intervencionada no âmbito das medidas de minimização da Barragem do Alqueva.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Lapa dos Pinheirinhos 1 (Sesimbra)































A Lapa dos Pinheirinhos 1 foi registada por elementos de Núcleo de Espeleologia da Costa Azul (NECA), na última década do séc. XX, apesar de já ser conhecida da população local, sobretudo dos pastores, que a utilizavam como abrigo para os seus rebanhos.
Em 2000, no âmbito do PNTA "Investigação Arqueológica do Concelho de Sesimbra (CARSE) - PNTA/1999", da responsabilidade cientifica de R. Fernandes e L. Rocha, foi realizada uma curta campanha de trabalhos que visavam, essencialmente, recolher alguma informação sobre a ocupação arqueológica do sítio. De facto, devido provavelmente à sua utilização como abrigo, haviam sido retiradas muitas terras do interior da cavidade cársica, com abundantes materiais arqueológicos que, devido à acção das chuvas, se iam dispersando pela encosta. Os trabalhos arqueológicos realizados resumiram-se à crivagem destas terras depositadas no exterior.
Os dados obtidos, apesar de escassos, permitem‑nos avançar com algumas considerações, uma vez que os materiais apontam para a existência de duas fases distintas de ocupação:
- uma que corresponderá, de grosso modo, ao Neolítico Final/Calcolítico, documentado através da presença de cerâmicas lisas, da pedra lascada e dos elementos de adorno recolhidos, nomeadamente os alfinetes de cabelo que têm vindo a ser datados da primeira metade do III milénio (Gonçalves, 2005);
- outra, posterior, genericamente enquadrável nos finais do III milénio, com as cerâmicas campaniformes  (Gonçalves, 2008).
Os resultados deste trabalho foram recentemente publicados na Revista Portuguesa de Arqueologia.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Provas de mestrado

A Anta Grande do Zambujeiro foi tema para uma dissertação do mestrado de Gestão e Valorização do Património Histórico Cultural.

O candidato, João Carlos Laranjeira dos Santos apresentou a história do monumento, desde a sua descoberta até aos últimos estudos realizados sobre o estado de degradação dos granitos, reflectindo sobre a problemática da sua recuperação e musealização.

Título: “Anta Grande do Zambujeiro: contributo para o processo de recuperação do monumento”.

JÚRI:
Presidente: Ana Cardoso de Matos, Professora Auxiliar com agregação do Departamento de História da Universidade de Évora.

Orientadora: Leonor Rocha, Professora Auxiliar do Departamento de História da Universidade de Évora.

Arguente:  Mariana Diniz, Professora Auxiliar do Departamento de História da Faculdade de Letras de Lisboa.

O candidato foi aprovado com a nota máxima.

sábado, 15 de maio de 2010

Toponímia popular para o megalitismo funerário (mamoa)

A propósito das expressões populares relativas aos monumentos megalíticos refere J. Leite de Vasconcellos:

"Para se designarem os monticulos que cobremos dolmens e os restantes monumentos adptão-se no nosso país, embora não espalhados por todo elle, nomes especiaes (.../...) mamôa, mámoa (e mâmoa), mamoinha, mamunha, montilhão e madorra; em Esposende usa-se tambem o nome de mamoelha (.../...).
Todas estas denominações as conheço no Norte e Centro do reino; nas tres províncias do Sul não conheço as este respeito denominações especiaes: Na Galiza (.../...) são correntes os nomes de mámoa, madorra e modorra.
(.../...) Mamunha não passa de simples alteração phonetica de mamoínha; esta última fórma, bem como mamoella, são diminutivos de mamôa ou de mámoa (.../...) mâmoa vem do latim mammüla; quanto a mamôa, é mais difficil dizer como se formou, talvez seja o feminino de mamão (augmentativo de mama), pois, no onomastico ha MAMÕES. Todas estas palavras tem, como se vê, por base o lat. mamma, e representão metaphoricamente o aspecto externo do monumento, comparado com uma mama".

J.L.de Vasconcellos, 1897, Religiões da Lusitânia, vol. 1. p. 249-251

quarta-feira, 12 de maio de 2010

domingo, 9 de maio de 2010

Megalitismo de Mora

Anta do Monte do  Lobo (Mora).
Monumento megalítico com corredor. Câmara: planta poligonal, conserva 5 esteios in situ, 1 caído no interior, faltando o de cabeceira. Corredor: 1 esteio de cada lado e 1 tampa deslocada.
Bib. Rocha, 2005


quinta-feira, 6 de maio de 2010

Megalithic and Fashion...

Desenho de Alexandra Pimenta/2007

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Evolucionismos

A evolução do conhecimento arqueológico está cada vez mais dependente da sua interacção com as outras áreas disciplinares. Tentar analisar/avaliar e propor teorias evolucionistas, apenas com base nas evidências materiais está, definitivamente, no passado...
Exemplo claro desta interdiciplinariedade está patente nos resultados que se têm vindo a obter através da análise de ADN, recolhido em restos osteológicos provenientes de escavações realizadas um pouco por todo o mundo. Compreender a evolução dos grupos humanos e seus graus de parentesco permitirá, por exemplo, perceber as origens e evolução dos contextos funerários pré e proto-históricos.

"(.../...) Recently, genome-wide studies, conducted to assess the level of European population stratification, have shown a close correspondence between genetic and geographic distances (Novembre et al., 2008). At the population level, the most prominent patterns uncovered were a consistent distinction between Southern Mediterranean and northern continental Europeans (Seldin et al., 2006) and a clear separation of northern from south-eastern Europeans (Bauchet et al., 2007). This is in line with mtDNA results and consistent with the clines observed using classical markers (Menozzi et al., 1978) and some mtDNA (Richards et al., 1996) and Y-chromosome haplogroups (Rosser et al., 2000; Semino et al., 2000). These analyses also clearly separate Iberians including Basques as distinct from other Europeans but, in accordance with our results, they did not find specific affinities between Basques and the English and Irish, who cluster clearly with the continental Germans and Poles (Bauchet et al., 2007)."

in: O. García, R. Fregel, J. M. Larruga, V. Álvarez, I. Yurrebaso, V. M. Cabrera and A. M. González, 2010. Using mitochondrial DNA to test the hypothesis of a European post-glacial human recolonization from the Franco-Cantabrian refuge.